Introdução

No atual contexto, em que o capitalismo norteia o progresso, estimulou-se o processo de industrialização a fim de maximizar a produção e consequentemente o consumo. Segundo Nunes (2009), a espécie humana, desde seu surgimento, impactou o meio ambiente transformando-o com intuito de suprir suas necessidades, ainda que, para atingir esse propósito, em algumas circunstâncias essa transformação tenha impactado negativamente o meio ambiente.

Durante seu percurso de evolução a fim de adaptar o meio à sua concepção de bem-estar, o homem se articulou socialmente e, neste processo forjou uma cultura estabelecendo novas relações com a natureza, impactando-a significativamente. Em função disto constata-se a urgência na tomada de decisões que redirecionem condutas com o intuito de restaurar o equilíbrio ecológico de forma a assegurar a sustentabilidade.

O progresso, pautado na sustentabilidade, posto como propósito a ser alcançado pelos que abordam as questões ambientais, é fruto de novos posicionamentos diante dos danos observados; essas constatações sugerem às escolas novos modelos pedagógicos. De acordo com Fonseca (2007), observa-se que a consciência individual e coletiva construída a partir de ações educativas relacionadas ao ambiente natural resulta, também, em significativos ganhos cognitivos além de mudança de valores. Assim, ressalta-se a importância de apelar à Educação Ambiental, a fim de compreender os impasses hodiernos existentes referentes aos dilemas ambientais. As comunidades contemporâneas precisam de conhecimentos e criticidade. À Educação Ambiental deve ser atribuído o status de provedora de garantia à manutenção de vida na terra, de modo a proporcionar um estado de satisfação às gerações presentes e futuras.

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Segundo Jacobi (2003), ponderar sobre o modo como as sociedades se articulam, num cenário maculado pela degradação do ecossistema e todo seu entorno, sugere uma nova proposição em relação a reconstruir os conceitos sobre a educação, e em especial a Educação Ambiental. Assim, convém que os saberes pelos quais a temática perpassa, estejam inseridos nos currículos durante toda a formação dos alunos com base na interdisciplinaridade e transversalidade impactando atitudes culturais e sociais tendo em vista o desenvolvimento de uma sociedade cujas as práticas sejam sustentáveis.

Nesse sentido, a construção de conhecimento precisa pautar-se nas relações que se entrelaçam entre social e o natural, observando os fatores que norteiam o processo, a participação dos personagens envolvidos, bem como o modelo de organização social e, assim, fortalecer o poder de práticas assertivas compatíveis com um desenvolvimento contemporâneo, para que, de acordo com Jacobi (2003), a ênfase na sustentabilidade socioambiental, seja priorizada.

A educação, no que tange à cidadania, atua como fator crucial na formação de sujeitos participativos, ativos e aptos a assumirem a responsabilidade com relação a direitos e deveres.

Desta forma, à Educação Ambiental Crítica incumbe-se a função de atentar para a realidade repensando-a e, a partir de processo educativo fundamentado nos princípios éticos, promover a transformação da sociedade atual, assumindo a sua dimensão política.

Sendo um segmento da educação, a Educação Ambiental é um locus que, por meio de interações educativas, se mobiliza para construção de indivíduos que se relacionarão entre si e com a natureza de forma ética e, é nesse contexto que a Educação Ambiental deve favorecer e estimular o aluno para que atue socialmente enquanto indivíduo e grupo na busca por soluções. Durante a formação, cada sujeito é levado à reflexão sobre sua identidade, atitude e valores que serão permanentemente revisitados devido à aquisição de conhecimentos gerando compromisso e responsabilidade com a natureza e atenção para com os pares que ainda virão.

E, por estar inserido neste cenário, no qual o ser humano atua como agente responsável por desenvolver e manter uma relação harmoniosa no meio em que habita, e considerando a importância da coletividade para que o empenho nas ações resulte satisfatoriamente, este trabalho se propôs à elaboração de audiolivro, disponibilizando de forma acessível a usuários cegos e com visão subnormal bem como a usuários surdos, conteúdos referentes à Educação Ambiental com ênfase nos serviços ambientais e que serão aqui apresentados.

Os conteúdos estão organizados em formato de textos cujo propósito é a reflexão, a conscientização, o debate e busca por soluções no sentido de amenizar os impactos ambientais advindos da ação antrópica por meio de uma formação holística desenvolvendo criticidade e proporcionando a construção de novos conceitos subsidiando a relação homem/natureza/homem.

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